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Roteador para empresa pequena: o da operadora, um próprio, mesh ou ponto de acesso

Roteador Wi-Fi preto com quatro antenas numa estante de escritório, com cabos de rede azuis ligados atrás.

Um roteador novo não aumenta a internet que você contrata. Se o plano é de 300 mega, nenhum aparelho entrega mais do que isso. O que ele muda é outra coisa: quantos aparelhos funcionam bem ao mesmo tempo, até onde o sinal chega e quanto a rede da empresa fica protegida. Esses três pontos decidem a compra.

O da operadora ou um próprio

O modem que a operadora instala já tem Wi-Fi, e costuma ser Wi-Fi 5. Em uma sala pequena, com poucas pessoas, ele atende bem.

Ele chegou ao limite quando a internet fica lenta com a equipe toda conectada, quando o aparelho esquenta e precisa ser reiniciado para voltar, ou quando o sinal não chega na sala do fundo.

Nesses casos, o caminho é pôr um roteador próprio atrás do modem. O modem passa a só entregar o sinal (o chamado modo bridge, ou ponte), e o seu roteador cuida da rede. Essa configuração muda de um modelo para outro e pode levar tempo; peça ajuda à operadora.

Wi-Fi 5, 6, 6E e 7: o que muda na prática

PadrãoO que trazQuando faz diferença
Wi-Fi 5Faixa de 5 GHz; o roteador de duas faixas também tem 2,4 GHz, do padrão anteriorEscritório pequeno, poucos aparelhos
Wi-Fi 6Atende muitos aparelhos ao mesmo tempo com menos fila; senha WPA3Equipe com celular e notebook, impressora e câmeras na mesma rede
Wi-Fi 6ESoma a faixa de 6 GHz, menos congestionadaSó com notebooks e celulares compatíveis com 6 GHz
Wi-Fi 7Canais de 320 MHz e uso de mais de uma faixa ao mesmo tempoMuitos aparelhos em uma mesma sala, com plano de internet alto

Para a maioria das empresas pequenas, o Wi-Fi 6 resolve. Com plano modesto ou aparelhos antigos, o Wi-Fi 7 rende pouco: cada aparelho funciona no padrão que ele tem.

Área grande: mesh ou ponto de acesso

Paredes de alvenaria, laje, dois andares e telhado de metal seguram o sinal. Antena maior no roteador não resolve isso.

O repetidor é a saída mais barata, mas perde velocidade no caminho. Há duas opções melhores:

  • Mesh: um kit de duas ou três unidades que forma uma rede só, com um nome e uma senha. O celular troca de unidade sozinho. Ligar as unidades por cabo, quando der, deixa a rede mais estável.
  • Ponto de acesso de teto (access point): um aparelho redondo, preso no teto, que recebe energia e internet pelo mesmo cabo de rede (PoE). Ele não substitui o roteador: precisa de um roteador e, em geral, de um switch que forneça energia pelo cabo.

Computador fixo, como o da recepção ou o servidor, funciona melhor no cabo. Wi-Fi fica para o que se move.

Quantos aparelhos ele aguenta

Conte tudo o que se conecta: celulares da equipe e dos clientes, notebooks, impressora, câmeras, TV da recepção, máquina de cartão. Em uma empresa pequena, a conta passa de 30 com facilidade.

Os fabricantes anunciam números como 128 aparelhos em um roteador de entrada e mais de 250 em um ponto de acesso. São capacidades anunciadas, e um deles avisa que são valores médios, que variam. Quantos funcionam bem depende do ambiente e do uso. Deixe folga.

Rede de visitante separada

Crie uma rede só para clientes e visitantes, com nome e senha próprios e com o isolamento ligado. Quem entra nela navega na internet, mas não enxerga os computadores, a impressora nem as pastas da empresa. Os computadores, a impressora e o servidor ficam só na rede interna.

Senha, firewall e atualização

Roteador novo costuma vir com uma senha própria na etiqueta ou pedir uma senha nova no primeiro uso. Mesmo assim, faça a sua parte:

  1. Troque a senha de acesso ao painel do roteador. Não use a marca, o modelo nem dados da empresa nela.
  2. Troque o nome e a senha do Wi-Fi que vêm de fábrica.
  3. Escolha a proteção WPA3, ou WPA2/WPA3 quando houver aparelho antigo. Nunca WEP nem WPA.
  4. Deixe o firewall do roteador ligado.
  5. Ative a atualização automática do firmware (o programa interno do aparelho). Sem ela, confira no painel a cada poucos meses.

Quem é dono da rede pode ser chamado a responder pelo que passa por ela. Dúvidas sobre essa responsabilidade, confirme com o seu advogado. Para quem não quer cuidar disso, um suporte de TI assume a configuração e as atualizações.

Onde instalar

No centro da área, no alto e fora de armário, rack fechado ou canto atrás de parede grossa. Longe de micro-ondas. Ponto de acesso vai no teto, no meio da sala que atende. Ligue roteador e modem a um nobreak: a internet não cai a cada piscada de luz.

Confira o selo da Anatel na caixa ou no anúncio antes de comprar.

Quanto custa

Preços de compra em outubro de 2026, em lojas on-line:

  • roteador Wi-Fi 6 comum: entre R$ 200 e R$ 800;
  • kit mesh com duas ou três unidades: entre R$ 660 e R$ 1.100;
  • ponto de acesso Wi-Fi 6 de teto, cada um: entre R$ 800 e R$ 1.800, sem contar o switch e a instalação do cabo.

As marcas que você vai encontrar

Nas lojas do Brasil, aparecem estas marcas. A lista segue o nome, de A a Z, e não indica preferência:

  • Intelbras: roteadores Wi-Fi 6 e kits mesh; o modelo RX 1500 é anunciado para até 128 aparelhos, até 140 m² e mesh com até 6 módulos.
  • Mercusys: roteadores Wi-Fi 6 de entrada e kits mesh da linha Halo.
  • Tenda: roteadores e kits mesh de duas ou três unidades.
  • TP-Link: roteadores Archer, kits mesh Deco e pontos de acesso de teto Omada; o EAP610 é anunciado para mais de 250 clientes ao mesmo tempo.
  • Ubiquiti: pontos de acesso de teto UniFi; o U6+ é anunciado para mais de 300 clientes ao mesmo tempo.

Os números acima são os anunciados pelos fabricantes e mudam com paredes, distância e uso.

Por onde começar

  1. Conte os aparelhos e veja se o problema é quantidade ou alcance.
  2. Sala pequena e poucos aparelhos: um roteador Wi-Fi 6 atrás do modem da operadora.
  3. Área grande ou dois andares: kit mesh. Muitas salas e muita gente: pontos de acesso no teto.
  4. No primeiro dia, troque as senhas, crie a rede de visitante e ligue a atualização automática.

Setor de tecnologia