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Site institucional: quanto custa para a empresa

Notebook e celular sobre a mesa mostrando uma página desfocada, com um caderno de rascunho ao lado.

Numa pesquisa de anúncios de 2023, havia site entre R$ 300 e R$ 600. Há orçamento entre R$ 10.000 e R$ 18.000. Os dois falam em "site institucional", mas quase nunca da mesma coisa. Em outubro de 2026, a conta muda primeiro com quem faz o site: você mesmo, um profissional usando um modelo pronto ou uma equipe desenhando tudo do zero.

Site institucional é o de apresentação: quem é a empresa, o que faz, onde fica e como falar com ela. Loja virtual é outro projeto, com outro preço.

Os três formatos e a faixa de cada um

FormatoQuanto custa (out/2026)Como se paga
Construtor pronto, montado por vocêde R$ 10 a R$ 200 por mêsassinatura; a hospedagem costuma vir no plano
Modelo pronto ajustado por um profissionalde R$ 400 a R$ 3.000valor fechado, mais os custos do ano
Sob medidade R$ 2.500 a R$ 18.000valor fechado, mais os custos do ano

No construtor, você arrasta blocos de texto e foto num painel. O preço baixo é real; você paga com o seu tempo. E há um porém: em muitas dessas plataformas, o site não sai de lá. Se quiser mudar de fornecedor, leva o domínio, mas refaz as páginas.

No modelo pronto, o profissional pega um tema já desenhado, troca cores, textos e fotos e monta poucas páginas. É dele que saem os anúncios mais baratos. O sob medida começa num desenho feito para a sua empresa, tela por tela, aprovado antes da programação. Muitas páginas, integração com sistemas ou mais de um idioma podem levar o orçamento acima do teto da tabela.

Há ainda o site "por mensalidade": na prática, você aluga o site. Parou de pagar, ele sai do ar. Serve para começar, desde que isso esteja escrito.

O que se paga todo ano, além do site

ItemFaixa (out/2026)
Domínio .com.brquarenta reais por ano, valor do registro direto do .com.br
Hospedagem (o servidor onde o site fica)de R$ 10 a R$ 80 por mês, no plano compartilhado comum
E-mail com domínio (contato@suaempresa.com.br)muitas hospedagens incluem algumas contas; nos pacotes de escritório em nuvem, de R$ 20 a R$ 41 por usuário, por mês
Manutençãode R$ 100 a R$ 1.500 por mês, conforme o que entra

Na hospedagem, compare o valor da renovação, não só o do primeiro ano. O certificado de segurança (o cadeado ao lado do endereço) costuma vir sem custo.

Manutenção barata é atualizar o sistema e os complementos, guardar cópia de segurança e trocar um texto de vez em quando. A cara inclui conteúdo novo e trabalho para aparecer melhor nos buscadores. Nem todo site precisa da cara. Todo site feito em sistema com complementos precisa da atualização.

O que entra e o que fica de fora

Num orçamento comum, entram o desenho das páginas, a versão para celular, o botão ou formulário de contato e a publicação. Costuma ficar de fora, e precisa estar escrito:

  • textos e fotos;
  • domínio, hospedagem e e-mail;
  • licença de tema e de complemento pago;
  • manutenção depois da entrega;
  • mudança pedida depois que a página foi aprovada.

O que encarece

  • Número de páginas. Três páginas custam menos que quinze.
  • Desenho exclusivo. Mexer muito num modelo aproxima o preço do sob medida.
  • Recursos extras. Blog, área com login, busca interna, agenda, ligação com o sistema da empresa.
  • Texto e otimização para busca feitos por quem cria o site.
  • Experiência de quem faz. A hora cobrada vai de R$ 60 a R$ 400, de quem começa a quem tem anos de mercado.

O que exigir antes de fechar

  • Domínio no nome da empresa. O .com.br fica registrado em nome de um CPF ou CNPJ. No nome de quem fez o site, a troca depois exige pedido formal, com documentos dos dois lados. Peça o registro no CNPJ da sua empresa desde o primeiro dia.
  • Acesso ao painel. Login de administrador do site, da hospedagem e do domínio, guardado por você.
  • Prazo por escrito, com as etapas: desenho, aprovação, conteúdo e publicação.
  • Site rápido no celular. A referência pública de desempenho é que o maior bloco da página apareça em até 2,5 segundos. Ferramentas gratuitas de medição mostram isso no site entregue.
  • LGPD e aviso de cookies. Formulário de contato e ferramenta de medição ou de anúncio tratam dados pessoais. O guia de cookies da ANPD (2022) orienta que o aviso deixe recusar os cookies que não são necessários, e não só "aceitar tudo", e que haja uma política explicando o uso. Peça os dois no orçamento; o texto da política, confirme com o seu advogado.
  • Cópia do site e dos arquivos na entrega e no fim do contrato.

Sinais de alerta

Preço muito abaixo dos outros sem dizer o que entra. Domínio registrado "por nós, para facilitar". Nenhum acesso ao painel ("é só pedir que a gente muda"). Mensalidade que não diz o que acontece se você cancelar. Complemento pago oferecido "de graça", de origem desconhecida, que pode abrir porta para invasão. E promessa de "primeiro lugar na busca": nem o próprio buscador garante isso.

Dúvidas comuns

Vale começar com um construtor e trocar depois?

Vale, se você tem tempo para montar e aceita refazer as páginas na mudança. Registre o domínio no seu CNPJ desde já: é ele que vai com você.

O perfil na rede social não substitui o site?

Ajuda, mas o perfil não é seu. A plataforma muda as regras e pode suspender a conta.

Preciso pagar manutenção todo mês?

Se o site usa sistema com complementos, alguém precisa atualizar. Pode ser pacote mensal ou chamado avulso; o que não dá é ninguém cuidar.

Resumindo: para aparecer na busca com endereço e telefone, um construtor resolve. Para um site bem feito sem orçamento grande, o modelo pronto ajustado por um profissional costuma ser o ponto de equilíbrio. O sob medida faz sentido quando o site é peça central da venda. Em qualquer caso, o domínio e as senhas ficam com você.

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